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sábado, 23 de junho de 2012

Analisando: o DVD em Angola demorou, chegou, masnãomuito agradou




Assim como prometemos, aqui está a nossa análise sobre o DVD em Angola, que pudemos assistir semana passada
a partir da compra do DVD original.
Foram muitas notícias, muita expectativa, muitas emoções: oito meses de pura espera e pouquíssimas (frise
'pouquíssimas') notícias oficiais. O DVD em Angola demorou oito longos meses para ser lançado, o maior período de
lançamento que a Calypso já experimentou.
O DVD em Angola, gravado no Festisumbe, em Angola, reuniu milhares de angolanos que foram ao evento prestigiar
artistas daquele país, assim como a nossa Banda Calypso. O novo trabalho ao vivo da Calypso chegou às prateleiras
sem muito alarde e bem calmo no mês de maio.
Porém, o novo trabalho em que os calypseiros puseram muita fé, muitas expectativas não agradou muito. Podemos
afirmar, sem querer desmerecer de forma alguma o trabalho feito por Joelma, Chimbinha e toda a banda, que o DVD
em Angola foi um dos trabalhos mais frustrantes do grupo. Além das expectativas, que foram bastante aguçadas por
há muito tempo os fãs almejarem um DVD com riquíssimos detalhes e novas experiências (como palco diferente e
inovador, repertório mais elaborado), a demora que o trabalho levou para ser lançado só fez aumentar ainda mais ansiedade dos fãs, que acabaram "caindo do cavalo" ao experimentarem um trabalho gravado oito meses atrás.  
O projeto infográfico

Começo abordando a questão do projeto infográfico do CD e do DVD. Sim, projeto infográfico é a parte responsável
por organizar a "imagem" do trabalho, como a capa, contra-capa, folhetos. Mais uma vez, confesso, sinto-me triste por
ver que mais um trabalho da banda tomou rumos menores dos que poderia tomar. Apesar de não ter sido feito pela
Som Livre (que também deixou a desejar), o projeto infográfico do sexto DVD da Calypso decepcionou, em parte. A
capa consta com uma foto de estúdio (o que não era realmente necessário) e traz em tamanhos avantajados a
logomarca oficial da gravação, aspecto este que parece que a banda vem incorporando desde o DVD de 10 anos.
A contra-capa, sem dúvida, ficou perfeita. A fonte utilizada ficou condizente com o trabalho e as montagens com
vários momentos do show também foram bem escolhidas e posicionadas.
Internamente, mais uma decepção: o folheto do DVD que deveria ser tomado como um projeto internacional traz
singelas fotos do trabalho, com toda a ficha técnica e nenhum atrativo a mais, que nos faça realmente se encantar e
parar para ler algo. Outra decepção foi o encarte gravado no CD/DVD, no disco: com um fundo amarelo esbravejante,
a mídia é uma das mais singelas já feita pela banda, sem nenhuma foto do local da gravação ou até mesmo do
público.
O repertório
Com certeza, de todos os mistérios que rondavam o trabalho que a banda gravaria em Angola, o repertório era o que
todos os "fãs-detetives" gostariam de descobrir.
Confesso que não fiquei admirado com o repertório oficial, sendo que muitas músicas presentes no trabalho já eram
facilmente previsíveis de terem entrado no repertório oficial do DVD.
Como já abordamos aqui, a Calypso vem mudando o seu estilo de trabalhar, incorporando músicas agitadas cada vez
mais e deixando de lado o estilo 'calipso' que a rendeu o estrelato no Brasil e em alguns países. Antes, músicas como
as que abrem o DVD em Angola eram postas em um bloco no meio do DVD e a banda sempre dava as 'boas vindas'
do DVD com o ritmo contagiante do verdadeiro calipso. O trio "Meu Encanto", "Homem Perfeito" e "Ardendo de Amor"
foram tão trabalhados nos shows pós-gravação do DVD que não era mais surpresa nenhuma que abririam o trabalho
e não trariam nada de diferente do que vimos nos shows do grupo.
Porém, de todo o repertório, o fato que mais indignou a nação calypseira foi, primeiramente, a pouca quantidade de
faixas e, claro, o inaceitável bloco que finaliza o DVD. Mas, antes de falarmos dele, falemos do bloco pós-introdução do dvd.

Algo que eu acho que a Calypso e a equipe de edição acertou foi fazer
os pequenos making-of entre os blocos do DVD. Ficou bem ao estilo de
documentário e realmente intercalou legal os blocos do novo trabalho. A
única contrariedade quanto a isso é que pensei, ao começar a assistir o
primeiro making-of da interseção do primeiro e do segundo blocos, que
haveria Joelma e Chimbinha falando da viagem à Angola, da emoção de
gravar um DVD naquele país, entre outros. Não. Apenas temos o áudio
de músicas da Calypso em estúdio e imagens que ficaram muito
restritas, não abragendo quase nada sobre o país e a experiência de,
pela primeira vez, gravar um DVD fora do Brasil. Lamentável!
O bloco que posso chamar de "aproveitável" é o segundo. Reuniu as
melhores músicas atuais da banda, apesar de contar com três canções
antigas e que foram bem colocadas no DVD. "Entre tapas e beijos" não
poderia faltar, "Doa em quem doer" foi uma boa escolha vinda do CD
volume 16 (apesar de faltar mais músicas dançantes deste trabalho) e
"Te Encontrei" (uma das poucas do volume 14/15 que se salvaram).
Em seguida, temos a grande participação do cantor angolano Anselmo
Ralph, que com estilo próprio e dono de uma belíssima voz, é convidado
por Joelma para cantar ao seu lado a faixa "O Som da África". Graças a
Deus, a edição deixou as partes informais, as quais Joelma conversa
com o cantor e com o público e ainda o momento em que é presenteada
com uma bandeira de Angola. O único problema foi ao final da música,
onde Joelma agradece o cantor sem nada nas mãos. Ligeiramente, logo
em seguida, Joelma agracia Ralph com uma bandeira do nosso país,
fazendo-a aparecer, como diria a própria canção da banda, em um
"passe de mágica".
O bloco romântico trouxe algumas supresas, como a inteira versão acústica da música "Meus Medos" (uma das
melhores do bloco) e a entrada de "A Cura". Mas, acredito que o destaque deste bloco fica por conta, além de "Meus
Medos", da canção "Imagino". A banda soube perfeitamente trabalhar um novo arranjo para uma canção antiga e a
entrada da bateria, além dos "gritos" da guitarra de Chimbinha, deram uma nova vida e um longo fôlego à canção, que
ficou belíssima. Outra novidade fica por conta da entrada, pela primeira vez em um trabalho oficial da banda, de uma
música dançante no bloco romântico - "Ataque de um leão". Isso é muito comum nos atuais shows da banda e foi visto
pela primeira vez em um DVD oficial.
O carimbó também teve vez no novo DVD e Joelma fez bonito ao lado dos dançarinos, com a música completamente
coreografada e com um visual bastante típico. A última vez que o carimbó esteve presente em um DVD da banda foi
na gravação do "Calypso pelo Brasil".
Porém, de todos os blocos nós poderíamos presumir algo, alguma música. Contudo, as maiores expectativas por
parte dos fãs estavam no último bloco do DVD, o bloco considerado o desfecho do trabalho e que poderia trazer
brilhantismo à apresentação. Mas, parece que existe alguma lei que nas maiores expectativas estão as maiores
frustrações. Com um fato inédito na discografia da banda, o último bloco do DVD em Angola traz apenas duas
músicas: "Lelezinha" e "Vai Pegar Fogo". A música "Solidão já era", uma das mais esperadas pela maioria dos fãs, não
entrou e fez muita falta, mas não tanto pela própria música, mas sim para cobrir a quantidade de faixas que a banda
resolveu trabalhar neste bloco. Por que não "Sinônimo de Amor", "Isso não é amor", "SOS", "Brinquedo Velho", ou até
mesmo grandes pout-pourris de canções antigas que os angolanos realmente conhecem? Com certeza, eu preferia
ver canções como "Acelerou", "A lua me traiu", "Tchau pra você" o último bloco a ver apenas duas canções. Essa,
talvez, tenha sido a maior falha do grupo no DVD.
O conjunto do trabalho
Analisando a obra como um todo, a minha opinião (eu disse, a minha opinião) é que o DVD em Angola está longe de
ter sido o melhor trabalho da banda. A demora que só fez aumentar as expectativas em torno do trabalho foi cansativa
e não foi compensada pelo resultado final. A edição das imagens foram boas, o repertório mediano e a estrutura, sem
palavras. Menu deselegante e singelo e um DVD que contou com pouco atrativo além do show.
Antes que muitos venham falar que não olhamos as dificuldades que o casal enfrentou para levar estrutura e um bom
show para os angolanos, nós vimos sim. Realmente, gravar em um país que não lhe dá suporte para tamanho evento
é difícil achar uma alternativa cabível.
Porém, cobrar dos responsáveis é um direito e dever nosso. Muitos acreditam que tudo são flores e não podemos
reclamar sequer de uma vírgula. Podemos, sim! E devemos! O que seria de uma nação se a população não
cobrassse os devidos direitos de seu governante? Da mesma forma funciona o mundo da Banda Calypso, onde Joelma e Chimbinha governam de forma democrática, guiando-se nas decisões escolhidas pelos fãs.
Eu espero que este trabalho, que nem mesmo agradou aos próprios integrantes da banda, venha para que a Calypso
aprenda e evolua no próximo trabalho. Não quero, repito, estragar a imagem da banda, porque senão não seria fã e
muito menos teríamos este canal de informação da banda. Só quero, assim como muitos, que a banda cresça, evolua
e traga aos fãs um produto que realmente valha o preço que pagamos e as ações que muitos tomam. São nas obras
da banda que os fãs da banda sentem-se realizados.

Notas para o DVD em Angola


Capa: ,8,0
Contra-capa: ,9,0
Projeto Infográfico: ,7,0
Estrutura e cenário: ,8,5
Repertório: ,8,0
Edição de Imagem: ,9,0
Performance: ,9,5
Conteúdo do DVD: ,8,5
Média Geral: ,8,3

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Fonte: Portal Calypso



Um comentário:

  1. eu queria que tivesse musicas que não fossem repitas,a maorias das musicas tem nos outros dvd,tinha que vlota o ballet com as meninas dançado era melhor

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