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sábado, 9 de junho de 2012

Banda Calypso seguindo tendências


Analisando: Banda Calypso seguindo tendências
Mudança: esse é um substantivo simples que de simples só tem mesmo a classificação na classe da Língua
Portuguesa. Ainda que simples, o peso da palavra "mudança" é bastante forte. Certa vez li que mudanças são
necessárias, porém difíceis de serem aceitas. A partir disso e do atual cenário que a Banda Calypso vem vivenciando,
resolvi escrever este artigo.
Não é de hoje que muitos fãs da turma comandada por Joelma e Chimbinha vêm questionando as grandes mudanças
que estão sendo evidenciadas nos últimos tempos pela banda. São projetos prometidos, mas não cumpridos; músicas
com estilos diferentes daqueles praticados no início da carreira; apresentações de tevê que se resumem a cantar
canções antigas já muito trabalhadas... Enfim, a lista de questionamento são grandes, a maioria desses
questionamentos providos das mudanças que a Calypso vem "oferecendo" aos seus consumidores.
Mas para que esta matéria não tome rumos a meios de falar de questionamentos, quero focar tal texto nas grandes
mudanças que a Calypso vem acarretando nos últimos anos. Primeiro, gostaria de ressaltar que o propósito aqui não
é criticar, por mais que críticas existam e sempre existirão, mas o foco aqui é analisar.
Para mim, as mudanças que a Calypso hoje toma como tendência provêm de um trabalho lançado em 2009: refiro-me
ao CD volume 13. A líder dessa mudança? Uma faixa até hoje trabalhada pela banda: "Xonou, Xonou". Quem é fã da
Calypso há muito tempo, acredito que saberá qualificar e entender melhor o que quero explanar aqui. É possível
visualizar nesses 13 anos de Banda Calypso, claramente, uma linha do tempo dividida e mais acentuada quando o
grupo lançou o volume 13. A música "Xonou, Xonou" revolucionou e marcou a carreira da banda porque esta inovou e
ousou em trazer aos seus fãs um novo ritmo à banda, um ritmo mais "pra cima", agitado. Não queremos dizer com isso
que as músicas anteriores à esta não eram "pra cima", mas o "pra cima" de "Xonou, Xonou" e de muitas outras que
vieram posteriormente é diferente.
Quem acompanha a Calypso há mais tempo, como nos "anos dourados" da Calypso (2004-2006), sabe que a banda
sempre prezou pelo ritmo calipso, ao estilo de "Pra te esquecer", "Ainda te amo", "Acelerou" e muitas outras que
sempre fizeram parte do repertório da banda. Contudo, após o volume 13 e, especificamente, com a adesão em
massa da música "Xonou, Xonou", a Calypso parece ter gostado da tendência de produzir músicas no mesmo estilo e
deixou de lado, em parte, músicas no ritmo calipso, seguindo uma tendência que começou a crescer com os novos fãs
da banda.
Os ritmos agitados da Banda Calypso de antigamente se realizavam em músicas como "Temporal", "Solidão", "Cúmbia
do Amor", "Dudu", "Vendaval", "Homem Perfeito". Atualmente, uma "carrada" de músicas agudas e realmente agitadas
descaracterizam, em parte, a verdadeira essência da Calypso: estamos falando de músicas como "Se Joga", "Vem
Balançar", "Meu Encanto", "Xonou, Xonou", "Balancê" e muitas outras.
Tais músicas mais recentes estão claramente seguindo uma tendência, tanto de mercado, quanto da nova "classe" de
fãs que estão surgindo. No CD "Meu Encanto", por exemplo, acredito que a banda quis minimizar um pouco o fato de
vir trabalhando com músicas muito agitadas. Esse fato é comprovado pela inclusão apenas de "Meu Encanto", que,
vamos combinar, veio em dose suficiente para o CD inteiro. Daí, a banda resolveu inovar mais uma vez e trouxe um
caldeirão de ritmos: "Se pedir um beijo eu dou" traz a pegada de um forrozinho pé-de-serra, "Isso não é amor" traz o
estilo irreverente do zouk e "Sinônimo de amor" introduziu o forró eletrônico ao estilo da Calypso. Mudanças ruins
Fontes:PORTAL CALYPSO

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